Localizado entre as regiões Norte e Nordeste, o Maranhão tem o privilégio de possuir, devido a exuberante mistura de aspectos da geografia, a maior diversidade de ecossistemas de todo o País.
São 640 quilômetros de extensão de praias tropicais, floresta Amazônica, cerrados, mangues, delta em mar aberto e o único deserto do mundo com milhares de lagoas de águas cristalinas.
A economia maranhense foi uma das mais prósperas do país até a metade do século XIX. Mas após o fim da Guerra Civil Americana, quando perdeu espaço na exportação de algodão, o estado entrou em colapso, agravado pelo abandono gerado pelos governos imperial e republicano; somente após o final da década de 1960 no século XX o estado passou a receber incentivos e saiu do isolamento, com ligações férreas e rodoviárias com outras regiões .
Apesar de toda essa riqueza natural, o Maranhão é um dos estados mais pobres do Brasil, com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) igual a 0,683, comparável ao do Brasil em 1980. O estado possui a segunda pior expectativa de vida do Brasil. De acordo com dados divulgados pelo IBGE em 2009, o Maranhão possui o maior número de crianças entre oito e nove anos de idade analfabetas. Quase 40% das
crianças do estado nessa faixa etária não sabem ler e escrever.
O Maranhão é um estado com grandes riquezas naturais e minerais, contudo, segundo o livro honoráveis bandidos, a razão de tanta penúria e déficit é política. Os responsáveis pelo Estado são negligentes quanto a necessidade da população.
Houve forte tráfico negreiro entre os séculos XVIII e XIX, que trouxe milhares de negros da Costa da Mina e da Guiné, mas precisamente do Benin, mas também em levas não menos importantes de africanos do Congo, Cabinda e Angola. Muitas das tradições maranhenses tem a forte marca das culturas africanas: culinária (Arroz de Cuxá), religião (Tambor de Mina e Terecô), festas (Bumba-Meu-Boi e Tambor de Crioula), religião (espiritismo – candomblé) e músicas (Reggae).
Atualmente, o Maranhão conta muitas comunidades quilombolas em toda região da Baixada, rio Itapecuru (Rosário) e Mearim. Conhecendo essa parte da história conseguimos entender a razão de existir tanta influência do candomblé em Rosário.
Honoráveis Bandidos- um retrato do Brasil na era Sarney” de Palmério Dória


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